Um só tronco
A e K compartilham a mesma haste vertical. Arhàndu (sabedoria) e Ka'a (mata) não aparecem lado a lado: aparecem como uma estrutura só.
Aranduka. Da floresta, para você!
B I O C O S M É T I C O S
01 Dedicatória
Às pesquisadoras que fundaram a Arhàndu Ka'a e decidiram que ciência também é gesto de cuidado.
Às comunidades e aos territórios de onde vêm os ativos, e ao conhecimento guardado ali muito antes de qualquer marca existir.
A cada pessoa que vai encontrar esta identidade num frasco, numa tela ou num ritual de fim de dia, e vai reconhecer nela a floresta de onde tudo nasceu.
Este rebranding foi feito com escuta, rigor e respeito. Não quisemos inventar uma nova Arhàndu Ka'a. Quisemos dar forma ao que ela já era: sabedoria e mata, lado a lado.
Amazônia viva em cada gesto de cuidado.
Glifo
Davi Maranhão — Designer, autor do projeto
02 Logo iconográfica — Conceito
O símbolo parte de um gesto antigo: o da tinta aplicada à mão sobre o corpo e sobre superfícies. Bordas irregulares, espessura constante e acabamento levemente áspero. Nada aqui foi desenhado para parecer perfeito. Foi desenhado para parecer feito.
Com linhas retas, paralelas, diagonais e pontos, o símbolo constrói as duas letras que mais pesam na sonoridade do nome: A e K.
02 Anatomia do símbolo
A e K compartilham a mesma haste vertical. Arhàndu (sabedoria) e Ka'a (mata) não aparecem lado a lado: aparecem como uma estrutura só.
A diagonal sobe do chão ao topo da haste. A barra desceu até a base e virou traço no nível do solo: o conhecimento está enraizado num lugar.
Traço duplo, como as linhas paralelas da pintura corporal. Os ângulos se abrem como ramos e sugerem movimento para frente.
02 Aplicação
Um traço de tinta que carrega um nome. Sabedoria e mata no mesmo tronco, guardadas e assentadas no território.
Arhàndu Ka'a: Amazônia viva em cada gesto de cuidado.
03 Logo tipográfica — Conceito
Letras condensadas e altas, em ritmo de linhas verticais: troncos de uma floresta. O espaçamento largo funciona como clareira.
Hastes retas trazem rigor e ciência; as curvas de R, D e U trazem acolhimento. A Sábia e o Cuidador, sem que uma apague a outra.
O A e o K em destaque marcam as duas raízes do nome: Arhàndu, sabedoria, e Ka'a, mata. A cor separa os sentidos sem quebrar a palavra.
03 Objetivo para a marca
Sabedoria e mata escritas com o mesmo traço.
04 Paleta de cores
A paleta não foi escolhida num catálogo. Foi colhida de uma única planta: o buriti, palmeira das veredas do Maranhão. Da copa ao fruto, da polpa à fibra, cada tom é uma parte da mesma árvore.
| Cor | HEX | RGB | CMYK · couchéCoated FOGRA39 | CMYK · não revestidoUncoated FOGRA29 |
|---|---|---|---|---|
| Verde Amazônia | #2F3A24 | 47 58 36 | C 73 · M 53 · Y 82 · K 63 | C 76 · M 59 · Y 81 · K 50 |
| Verde Folha de Buriti | #5E7B4B | 94 123 75 | C 65 · M 33 · Y 78 · K 19 | C 64 · M 32 · Y 81 · K 10 |
| Verde Vereda | #A8B98C | 168 185 140 | C 40 · M 16 · Y 53 · K 2 | C 36 · M 15 · Y 49 · K 0 |
| Laranja Polpa de Buriti | #C2613E | 194 97 62 | C 19 · M 70 · Y 78 · K 7 | C 15 · M 69 · Y 85 · K 4 |
| Vermelho Casca de Buriti | #7A2E2A | 122 46 42 | C 32 · M 85 · Y 75 · K 42 | C 30 · M 96 · Y 80 · K 33 |
| Branco Fibra | #EFE6D5 | 239 230 213 | C 7 · M 10 · Y 19 · K 0 | C 6 · M 8 · Y 16 · K 0 |
CMYK calculado a partir do HEX (sRGB) com perfis ICC: intenção colorimétrica relativa e compensação de ponto preto, o mesmo padrão do Illustrator. Use couché para rótulos, caixas e impressos revestidos, e não revestido para papel semente, kraft e offset comum. Os tons escuros ganham preto (K) para manter a profundidade sem estourar a carga de tinta. Valide com prova de cor da gráfica. Pantone ainda a definir.
Por fora, a casca. Por dentro, a polpa. Em volta, a mata. Por baixo, a fibra.
05 Rótulos — Conceito
O rótulo foi pensado como correspondência vinda do território: algo que sai da mata, atravessa o caminho e chega às mãos de quem vai usar. “Da floresta, para você” deixa de ser slogan e vira estrutura.
Arco de boticário, frente em Fibra, verso em Casca, corte de tronco como base e selo postal como chegada.
05 Linha
05 O ritual como experiência
Todo produto de cuidado é usado. Poucos são vividos. O verso não foi pensado só para informar como aplicar o óleo: foi pensado para convidar a pessoa a parar.
Não vendemos um óleo. Oferecemos um momento.
06 Embalagens — Conceito
Todo o papel do sistema de sacolas, tags e cartões é papel semente: depois do uso, pode ser plantado. A embalagem não termina no lixo. Ela germina.
floresta → ativo → produto → mãos → terra → broto
06 Sacolas
06 Caixas
07 Vestir o território
Fibra vegetal, natural e biodegradável. Respira, é fresca e acompanha o corpo no calor do Maranhão.
O linho amassa, e isso faz parte do conceito: como o traço irregular do símbolo, o tecido mostra que foi vivido, não engomado.
Não é uniforme corporativo. É roupa de quem pertence a um lugar.
07 Masculino
Caimento solto e reto, com ar de ateliê e de campo. Cordão de algodão cru dispensa cinto e fivela: mais conforto, menos resíduo.
07 Feminino
Modelagem suave, gola redonda e barra arredondada. Liberdade de movimento para loja, feiras e eventos.
07 Chapéu de palha
Como a folha em leque que protege o fruto no alto da palmeira, o chapéu acolhe quem o usa. Quem representa a marca carrega o território sobre a cabeça.
08 Papelaria
09 Outros — Ecobag
Obrigado